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O Sangue insiste em Latejar a visão
Nas veias não sinto mais frio
a Vida passeia em vão…
Gabriel Alves da Rosa
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Luringa: Sessão de fotos para capa do CD da banda HardnejaSertacore →
Em Outubro de 2009, a um ano atras, fui mais uma vez escalado pela Arsenal Music para realizar outra capa de disco. Desse vez foi para a banda Banda Hardnejasertacore. Pra quem não conhece é basicamente uma banda que faz versões de musicas sertanejas em hardcore, e bem feito. A idéia da capa…
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é no andar da carroça que as melancias se encaixam.
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Vida Trash
Queria eu saber do que é feito o futuro
Saber o que vem depois do escuro
Depois da noite de sono
Depois do amanhecer à beira mar
Eu só nao quero parar
Na verdade nunca quero pensar
parar, pensar e saber o que esta para acontecer
A morte certa vem, assola mas o sol esta vivo
ensolarando a vida dos fracassados
e fazendo a vida alegre dos desgraçados
mal amados e tambem dos cheios de vida
que nao se preocupam em saber
do que sera feito o amanha
nem de onde vem as escolhas divinas
Nenhuma sera errada, deixe seus sopros gritarem
Suas guitarras distorcerem Suas vozes acabarem
suas baterias quebrarem, suas gaitas rasgarem
mas deixem a vida acontecer, sem perguntar
onde quer ela instalar sua morada sem garagem
pois tudo esta pronto para partir
pois a vida é um carro sem brete
um navio sem porto e uma mão sem porrete!
Gabriel Alves da Rosa
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Reciprocidade
Será que demoramos tanto para perceber quem realmente era a pessoa que estava ao nosso lado? Em momentos maravilhosos, assim como em momentos de dificuldade mútua, ou seja, recíproca ou não. Ou simplesmente será que mudamos a percepção e assim enxergamos este alguém de outra visão, seja ela boa, má, ou apenas diferente. Ou será ainda, que realmente esta pessoa se mostra como é quando esta só, sem alguém com quem dividir sua vida, sua intimidade, ou seja o que for. Ou também podemos pensar que as pessoas simplesmente mudam, porem acho eu, que cada caso, um caso, porem sempre com algo em comum entre todos.
Consignamos nossa vida, ou seja, deixamo-la na mão de alguém, dividimo-la com outro alguém, pensando que somente será adquirida, saindo assim a “consignação” quando nascer o primeiro filho, ou quando simplesmente entrar em uma igreja, com todos amigos, parente, curiosos, interesseiros, invejosos, mentirosos, fofoqueiros de todas as espécies possíveis ali olhando a oficialização do “matrimonio”.
Será a vida conjugal tão fácil assim de explicar? Talvez se não envolvesse algo tão forte, chamado sentimento. Pois se o sentimento esta envolvido, ai pesa uma serie de fatores, serie de pessoas, de ocasiões, e o pior de tudo, os sentimentos.
E se é realmente forte e verdadeiro, se não é simplesmente uma “consignação”, se é algo que esta incrustada nos dois, mesmo que as vezes nem eles mesmos percebam?
Se é algo do tipo que quando se cruzam estremece a perna, da um frio na barriga, a espinha parece pular das costas e as orelhas esquentam?
Mesmo o dois tentando esquecer, criar aversão e assim destroem seus corações, cada um levando sua vida singular. E as vezes por não se tocarem levam essa vida singular por burrice, pois poderiam juntar o conjugal com o singular e assim obter a perfeição. Quem sabe precisamos parar de consignarmos e tornar a nossa vida espetacular, talvez precisemos entregarmo-nos de corpo e alma, entregar a vida, pois assim, se isso ocorrer de uma forma recíproca com certeza não terá espaço para brigas, discussões, perdas de tempo, e então no meu ver, seria só AMAR
Gabriel Alves da Rosa
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PAI, MESTRE E ANCIÃO!
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nessa brisa….
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SONHAR E AGIR!
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…
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O menino que voava…
Todos os meninos, ou praticamente todos sempre sonhavam com um dia voar, podia ser com Peter pan, com pássaros, com naves espaciais, com borboletas, enfim, mas com certeza os sonhos eram já delirantes quando pensavam em um simples avião. É, um avião que hoje em dia, é tão fácil comprar uma passagem e muitas vezes tão barata. Porem quando menino, fazia perguntas bestas sobre do que eram feitas as nuvens, ou e se por um acaso algum pássaro batesse no avião o que aconteceria, ou “mãe é bom voar? Não da medo?”.
Esse menino que na maioria das vezes já nem “menino” é mais, pois já tornou-se um profissional, um apaixonado, um noivo ou um namorado, de repente voa, e esquece de seus sonhos de criança, das suas duvidas inseparáveis, e de seus sonhos inimagináveis. Esquece do quão impossível parecia o que hoje é tão “simples”, voar. De repente la em cima, no ar já, em uma dessas viradas que o avião faz, que o sol bate bem do lado em que o “menino” esta, olhando encantado, impressionado, estático. Ele tem uma lembrança de quando sonhava em voar. E agora ele não esta indo nessa viagem para ver as nuvens, para entender se existe um medo ou não, para ver se enxerga o Peter Pan, ele esta ali naquele avião para resolver negócios em algum lugar, visitar parentes, namorada, amigos, enfim. O encanto deixa de existir, pois os problemas, preocupações, responsabilidades, felicidades de homem maduro, tomam conta do seu ser e ele já não enxerga o ato de voar como algo mágico como na sua infância, as vezes não vê a hora de chegar logo e desembarcar.
Portanto é necessário que as vezes nos tornemos crianças novamente, nos lembremos do encanto que há nas coisas hoje simples da vida, e que antes eram tão sonhadas e almejadas por nos, e é numa dessas nostalgias de criança que lembro como era mágico voar, e hoje, nada mais que o valor de uma passagem e uma hora de antecedência no aeroporto.
Gabriel Alves da Rosa